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Terça-feira, 7 de dezembro de 2021

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Boletim n°8 - Dez. 2003
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Editorial

Nova Geração Unicerjense

Transcorridos quase seis anos, quando um grupo de amigos e montanhistas decidiram fundar a UNICERJ, com o objetivo, primordial, de transmitir os valores que aprenderam na sua formação, como amizade, amadorismo e comunhão com a natureza, praticando o montanhismo com segurança e alegria, olhamos para trás, com orgulho pelo que já foi feito, mas com plena consciência que sempre é possível fazer melhor. Apesar da empolgação e seriedade com que nos lançamos ao projeto desde o início, e que em nenhum momento arrefeceu, sabíamos que a tarefa não seria fácil, como de fato não tem sido. Organizar um Clube amador que depende, fundamentalmente, de ações coletivas, é muito mais difícil do que imaginávamos. Tudo gira em torno do trabalho voluntário e da solidariedade daqueles que praticam o montanhismo, mas que também estão dispostos a dar um pouco do seu tempo, precioso, para fortalecer e disseminar a filosofia da UNICERJ, que se propõe mais humanista, preconizada pela sigla mestra do nosso ideário, denominada - MASENC - Montanhismo Amador, Solidário, Ecológico e Não Competitivo.

Desde a fundação, a UNICERJ vem oferecendo, gratuitamente, vários Cursos Básicos de Montanhismo e Escola de Guias. Todas as pessoas que compartilham conosco nossos ideais, vinculados ao Clube, colaborando e prontos para encarar os desafios e as adversidades, muitas das vezes geradas pela incompreensão daqueles que pretendem ditar normas, a satisfazer uma pretensa ética supostamente dominante entre os montanhistas, nos dão a certeza de que estamos cumprindo nosso objetivo e também esperança no futuro que acreditamos. Um futuro onde haja respeito às opiniões divergentes e liberdade de estilos na prática do montanhismo.

Depositamos nessas pessoas, a que chamamos de NOVA GERAÇÃO UNICERJENSE, toda nossa expectativa e confiança na continuidade dos ideais dos fundadores. Foi-nos dado o privilégio de ver nascer novos líderes e Guias, com sentimentos e opiniões próprias que, lado a lado, se mostram capazes de tomarem iniciativas importantes no âmbito da consolidação dos valores pronunciados pelo MASENC, e no combate frente a manifestações, injustificadas e, por vezes, truculentas, sobre nossa postura e as escaladas que preservamos.

Não podemos deixar de citar e censurar, como exemplo de violência e ignomínia, o "caso Stop". No último Boletim, o de número 7, narramos o que aconteceu na Chaminé Stop, Pão de Açúcar, quando um grupo de sócios da UNICERJ foi surpreendido pela bárbara atitude e pelo insensível desrespeito à vida humana, por parte de dois montanhistas que se julgam no direito, em nome de uma ética vazia de humanidade e de uma contestada originalidade, de colocar em risco a vida dos demais, arrancando, desmedidamente, os grampos desta clássica via de escalada enquanto sete sócios do Clube estavam na via.

Como cidadãos, vivendo numa sociedade que se pretende livre e democrática, consideramos e respeitamos as posições, eventualmente divergentes, sobre a nossa prática do montanhismo, no estrito limite das críticas e dos argumentos defensáveis à luz da razão. No entanto, não poderíamos ignorar a ocorrência do "caso Stop", ato confessado, vangloriado e não isolado, que atentou, a nosso ver, contra a integridade moral e física daqueles que escalavam a via, exercendo o nosso direito de agir exigindo a reparação de um dano que reputamos relevante e grave.

Algumas pessoas, contrariamente à própria ética que apregoam, têm, sistematicamente, adotado maneiras mesquinhas para tentar nos atingir. Novamente a escalada Par. José Zaib, localizada na Agulhinha da Gávea, conquistada em 26/11/1989 pelos fundadores da UNICERJ, foi totalmente desfigurada. Quase todos os seus grampos foram arrancados ou amassados pela raiva daqueles que não deveriam conviver com seus semelhantes, nem terem a condescendência dos seus pares. Não há de ser nada, nossa moral continua elevada e não iremos esmorecer diante desses atos de vandalismo dos usurpadores da ética. A via já está sendo restaurada e em breve voltará a ser, novamente, muito freqüentada pela maioria dos montanhistas.

Visões diferentes sobre a prática do montanhismo não deveriam influenciar atitudes como no "caso Stop" e Par. José Zaib. É nosso compromisso moral e ético preservar a vida das pessoas, contribuindo dentro das nossas possibilidades para o desenvolvimento do montanhismo com segurança.

Nesses episódios não haverá vencidos ou vencedores, independentemente das conseqüências advindas desses atos, o que nos remete para um ponto de partida e reflexão sobre a nossa fragilidade perante posturas extremistas, adotadas, no caso específico, na tentativa de impor estilos na prática do montanhismo.

A Diretoria


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