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Terça-feira, 7 de dezembro de 2021

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Boletim n°8 - Dez. 2003
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Travessia Cumuruxatiba-Porto Seguro

O que pensar de uma caminhada de cinco dias pelas mais belas praias do litoral baiano? Não só de montanhas vivem os montanhistas! Impossível não ficar com água na boca. E foi assim que eu, Bonolo, Cela e Godinho nos sentimos quando Cassio, Sonia, Willy e Roy voltaram queimados do sol da Bahia, contando tudo o que tinham feito e passado. Pensamos: "Temos que ir neste lugar!" E já começamos a bolar a nossa ida, marcando para a Semana Santa.

Pois em um piscar de olhos, o tempo passou e chegamos na Semana Santa. Pegamos o roteiro e as dicas com o Cassio e lá fomos nós curtir o sol e as praias da Bahia. Na última hora juntaram-se a nós a Viviany, a Joana e a Camila, além da Márcia, da Aline e da Roberta, namoradas do Bonolo, Cela e Godinho, respectivamente, totalizando dez pessoas.

A viagem começou com mais de 16 horas de viagem de ônibus até Cumuruxatiba, passando por Itamaraju. Fomos todos juntos com exceção da Camila, que não conseguiu passagem no mesmo ônibus dos demais, por ter decidido em cima da hora. Por causa disso, quase não chegou a tempo em Itamaraju. A viagem da Camila até Itamaraju foi uma aventura à parte, com direito à companhia agradável de baratas no ônibus e um atraso monstruoso devido a um pneu furado. Porém, felizmente, deu tudo certo e ela foi conosco até Cumuruxatiba.

A viagem até Cumuruxatiba me fez sentir em uma expedição da National Geographic. Godinho contou 78 pessoas no ônibus. No entanto, graças a isso, pude ter um contato bem próximo com algumas das pessoas que moram no interior da Bahia. Me pareceram pessoas humildes, com pouco dinheiro, mas com muita alegria e bom humor. Do tipo de pessoas que dão mais valor ao que se sente do que ao que se tem, como todos deveriam ser.

Dormimos em Cumuruxatiba e aproveitamos para comemorar o aniversário do Cela, com um grande jantar, com direito à muita moqueca e peixe na telha. Desde o início, Godinho nos impressionou com o seu apetite voraz, pois tinha, neste mesmo dia, tomado um café da manhã bem leve em uma das paradas do ônibus: X-Tudo com cerveja e, para arrematar, um Toddynho.

No dia seguinte, começamos a tão esperada caminhada. Tudo transcorreu normalmente, tendo sempre ao lado o litoral, com suas majestosas praias de água quente e cristalina. Em um ponto no caminho até Corumbau, tivemos a preciosa ajuda de um morador, que nos deu uma carona na caçamba da sua Toyota até o nosso primeiro ponto de parada - o Camping do Lourinho.

Os próximos dias também foram muito bem aproveitados por cada integrante da nossa excursão, que já estava sendo encarada com uma grande expedição ao litoral da Bahia. Curtíamos cada momento, cada rio que tínhamos para atravessar, cada passo na areia, ora dura e boa para andar, ora fofa, triplicando o esforço necessário para caminhar. Tínhamos sempre que atentar para a tábua das marés, tomando cuidado para não sermos surpreendidos pela maré alta (o que aconteceu uma ou duas vezes).

Algumas coincidências interessantes ocorreram, como a nossa presença em uma tribo indígena em Barra Velha no Dia do Índio e a chegada em Porto Seguro no dia do Descobrimento (com direito a exibição da Esquadrilha da Fumaça). Em Arraial d’Ajuda ainda comemoramos o aniversário da Roberta, com direito a restaurante de massas e vinho tinto especial!

Destaque especial para a Viviany, considerada a "âncora" das excursões do Prado, que prosseguiu firmemente até Porto seguro, quando alguns integrantes da excursão, grupo no qual me incluo, resolveram fazer o último percurso (Arraial d’Ajuda - Porto Seguro) de kombi, para aproveitar melhor o último dia da excursão.

Grande excursão! Grandes companheiros! Grande UNICERJ!

Fabio Fonseca


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