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Terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Você está em: BoletinsBoletim n°12 - Dez. 2007
Boletim n°12 - Dez. 2007
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Samurai

Tomamos água de coco no mirante do Leblon. Como estava boa! Geladinha e doce. Os raios de sol cortavam as nuvens e formavam sulcos como corrimão no céu. Conversas prosaicas de como é bom sentir o calor do sol esquentando as nossas costas e sentir a brisa marinha enchendo nossos pulmões e vendo as ondas se atirarem contra a areia, transformando aquele mundão de água em brancas espumas borbulhantes. Em casa, nos sentamos à mesa para comer sementes de abóboras (secas no forno e temperadas com sal à moda chinesa). Existe todo um know-how para abri-las. Nos contou que no passado, agentes japoneses infiltrados na China foram capturados, apesar de saberem perfeitamente a língua e todos os costumes, pois não souberam como descascar as sementes com perfeição, com os dentes, como faziam todos na China desde a tenra infância. Colocou um vistoso blazer azul-marinho com botões dourados para combinar com o dia ensolarado e caprichou um sorriso maroto para a foto da família. Tantas histórias para serem contadas. Isso foi há uma semana. Hoje, ele está em cima de uma cama que insiste em segurá-lo firmemente com seu lençol branco e cobertor listrado. Seu corpo está debilitado e seus olhos procuram uma explicação para o inexplicável. A água de coco estava tão boa, o sol tão quentinho. Tenho vontade de segurar sua mão que já foi tão cheia de vigor e experiências e conduzi-lo, gentilmente, seja qual for seu destino. Pela bondade que sempre pregou, certamente deva estar inscrito no compartimento especial dos seres elevados. Quem sabe esta seja a maneira pela qual a mãe natureza queira ver um dos seus últimos samurais e bravo guerreiro subir por aquele corrimão de luz: lutando. Sábia natureza.

Well


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