Busca
 
 

Fale conosco! fale conosco!

Calendário



« DESTAQUES »

Formatura do CBM/2023

NOTA DE REPÚDIO

Carta ao PARNASO

CURSOS

As Descidas Vertiginosas do Dedo de Deus (2a Edição)

Carta Aberta aos Montanhistas do Rio de Janeiro e à Sociedade

Diretoria e Corpo de Guias

Equipamento individual básico

Recomendações aos Novos Sócios

2ª Carta Aberta aos Montanhistas do Rio de Janeiro e à Sociedade



Quinta-feira, 20 de junho de 2024

Você está em: BoletinsBoletim n°10 - Dez. 2005
Boletim n°10 - Dez. 2005
Sonho Impossível‹‹ anterior 
|
 próxima ››Monte Pascoal

Excursão ao Tijuca Mirim

Vivenciando a UNICERJ aos 8 anos

Quando minha mãe me falou que ia ter uma caminhada logo quis ir e ela falou que eu podia. Encontramos as outras pessoas no parque e quando todos chegaram fomos caminhar. Subindo montanha acima nós íamos pisando em lama, nos sujando e etc. Na minha cabeça eu pensava: “que cansaço!” Dava vontade de me jogar e desmaiar. Até que vimos umas flores e eu esqueci todo o cansaço e falei baixinho: “Nossa! Que flores lindas!” Mas o cansaço continuou durante a caminhada e logo vimos o topo da montanha.

Chegamos a uma placa onde estava escrito: “Caveira - saída - Tijuca Mirim” e exatamente neste lugar paramos para respirar. Depois seguimos em frente por onde estava escrito: Caveira. Aí é que começou o lamaçal total. Neste pedaço eu tive que usar o quinto apoio. Nossa, minha calça ficou uma eca!!! Algumas pedras estavam soltas, então eu escorreguei e minha calça sujou mais ainda.

O Santa Cruz contou muitas histórias durante toda a caminhada. Chegamos então à segunda parada. Eu e o Osiris corremos para chegar primeiro e sentar num tronco de árvore caído. Aí o Osiris falou “- A vantagem de chegar primeiro é que a gente acha onde sentar...”. O Santa Cruz contou mais histórias e continuamos a caminhada.

Estávamos quase chegando ao topo e falei: “Nossa, nem acredito! Chegamos.” Mas ainda não tínhamos chegado e todos riram. Então paramos de novo para respirar. Depois de mais algumas histórias do Santa cruz, seguimos viagem. Passamos por um lugar estreitinho que foi difícil, mas conseguimos. De repente, chegamos ao topo - que coisa linda!!!!

Lá em cima, o Santa Cruz leu a primeira carta aos montanhistas que hoje, dia 13/11/2005, faz 8 anos (caramba - é a minha idade!). Ele explicou também o que era queimar as caravelas e que aquela carta “queimava as caravelas” - Não entendi nada, mas tudo bem*...

Ficamos um pouco mais no topo para ver a natureza e começamos a descer. De novo tive que usar o quinto apoio e minha calça ficou mais suja ainda. Depois de mais um tempo, chegamos à trilha plana. Às vezes eu passava por lugares que não me lembrava já ter passado, mas mesmo assim, admirava a natureza. Quando chegamos, pensei: “Ufa! Chegamos.”

Para nós, terminou a caminhada, mas o Buarque, o Osiris, a Gabriela, o Thiago e o Max ficaram lá em cima na trilha para consertar as escadinhas de pedra. E assim terminou a caminhada ao Tijuca Mirim.

Helena Caldas


*Vamos explicar novamente, Helena: "queimar as caravelas" é uma expressão tirada da Conquista da América, quando os comandantes espanhóis teriam ordenado queimar seus próprios barcos, obrigando assim os guerreiros a uma luta impiedosa, antes que outras caravelas chegassem meses depois da Europa. Este termo é usado para caracterizar a situação de recolhimento de corda após o primeiro rappel em uma descida, não permitindo mais o retorno ao cume.


Sonho Impossível‹‹ anterior 
|
 próxima ››Monte Pascoal

Versão para impressão: