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Terça-feira, 7 de dezembro de 2021

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Boletim n°12 - Dez. 2007
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Visita ao Paraná

12 a 15/10/2006

A primeira vez que li a respeito do Pico do Marumbi, no Paraná, foi na época da faculdade, quando estava fazendo o meu trabalho de Engenharia e Sociedade para o professor Osvaldo Pereira (Santa Cruz). Na ocasião, fiquei sabendo que, em 21 de agosto de 1879, os paranaenses Bento Manuel Leão, Antonio Silva e Joaquim Messias, liderados por Joaquim Olímpio de Miranda atingiram pela primeira vez o cume daquela montanha, que até os anos 1940 era considerada a mais alta do estado.

Muitos reconhecem este grupo como a primeira equipe de montanhistas brasileiros. Joaquim Olímpio voltou àquele cume em 26 de agosto de 1880, acompanhado por Antonio Pereira da Silva, José Antonio Teixeira, João Ferreira Gomes, Pedro Viriato de Souza e dos Capitães José Ribeiro de Macedo e Antonio Ribeiro de Macedo. Em referência à morada dos deuses da mitologia grega e ao nome do seu principal conquistador, o ponto culminante do Maciço do Marumbi recebeu o nome de Monte Olimpo. Em 1990 a área tornou-se o Parque Estadual do Marumbi.

Em 2004, por intermédio do curitibano Mauricio Lozovey, que na época estava cursando o CBM, ouvi falar a respeito do Pico Paraná. Neste mesmo ano, o meu colega de trabalho Ericson Busato, também curitibano, ficou sabendo que eu gostava de montanhismo e passou-me informações sobre o Parque Estadual do Marumbi. Em meados de 2006, sabendo que o Lozovey voltaria para Curitiba em outubro, combinei com ele de tentarmos as duas montanhas no feriado de 12 de outubro: o Pico Paraná e o Monte Olimpo.

Aberta a prancheta, muitos eram os interessados, mas sabemos que nem sempre querer é poder. Após desistências e adesões de última hora, a excursão fechou com Adriana Lobão, Andréa Rosado, Annanda Lourenço, Marcia Barros, Marina Iguatemy e Mauricio Lozovey, além de mim. Comentei com eles sobre a coincidência de A’s e M’s em seus nomes.

Encontramo-nos na Rodoviária Novo Rio na quarta-feira e viajamos durante toda a noite até chegar ao Posto Tio Doca, aproximadamente 60 km antes de Curitiba, onde o Lozovey nos aguardava. Em duas viagens do Feijão (apelido dado ao carro), estávamos todos às 10h na entrada da trilha.

Planejávamos subir na quinta-feira apenas até o acampamento 3, de onde se pode alcançar o cume em aproximadamente 30 minutos. Mas o tempo ficou instável durante todo o dia, com chuvas esparsas e forte neblina constante. A chuva dos dias anteriores também contribuiu para deixar a trilha bastante encharcada e escorregadia. Ao passarmos pelo acampamento 2, às 16h, estávamos bastante cansados. Chegamos a iniciar o caminho para o acampamento 3, mas a trilha estava perigosa e, além disso, ficamos preocupados com o horário avançado. Decidimos voltar ao acampamento 2 e continuar a subida no dia seguinte. Depois de um delicioso macarrão com lingüiças e de uma demorada conversa a respeito das relações humanas, recolhemo-nos para os sacos de dormir.

Acordamos às 6h e o tempo continuava estranho. Após o café da manhã, levantamos acampamento e nos dirigimos todos, naturalmente e sem questionamentos, em direção à descida. Durante o dia, o tempo melhorou bastante e, como fizemos alguns drenos na trilha durante a subida, a descida foi muito mais tranqüila e agradável. Ainda foi possível tomar um banho de cachoeira no final da caminhada. Seguimos então para Curitiba, divididos entre o Feijão e ônibus. Na passagem pelo terminal rodoferroviário, Adriana e Marcia compraram passagens para o passeio de trem até Morretes no dia seguinte, para o qual iriam acompanhadas da Marina.

Como seus irmãos estavam viajando, Lozovey nos hospedou gentilmente em sua casa. Aproveitei a oportunidade para entrar em contato com o meu grande amigo da faculdade Carlos Eduardo Lima e sua namorada Pepê, que atualmente moram em Curitiba. Fomos todos jantar em uma churrascaria e combinamos os detalhes da excursão ao Parque Estadual do Marumbi (PEM) no dia seguinte, da qual o Lima estava interessado em participar.

Às 6h15min da manhã de sábado partimos os cinco (Andrea, Annanda, Lima, Lozovey e eu) para o Parque Estadual do Marumbi. Paramos os carros pouco antes da estação de trem Engenheiro Lange, onde tem início uma curta trilha até a estação Marumbi, que fica em frente à entrada do PEM. Fomos recebidos por um funcionário chamado Mario e ficamos muito bem impressionados com o atendimento. Ele demonstrou não só o conhecimento das trilhas como também preocupação com a nossa segurança e com a preservação do local. Explicou-nos que, devido às chuvas dos dias anteriores, as trilhas estavam fechadas, com exceção do Rochedinho. Entregou-nos ainda folhetos do Parque, pelos quais ficamos sabendo que “Marumbi” vem de “Guarumby”, nome dado pelos índios nativos da região e que significa “montanha azul”.

Partimos para o Rochedinho e logo vimos que as trilhas são muito bem sinalizadas, cada uma indicada por uma cor, com setas no chão e fitas nas árvores. A trilha é curtinha, mas é necessário ter cuidado, pois existem alguns trechos expostos. Além disso, dependendo da quantidade de água, a travessia do riacho pode ser complicada.

A vista do cume foi emocionante: um grande trecho da via férrea serpenteando entre as montanhas, ligando Curitiba, atrás do Maciço do Marumbi, a Paranaguá, que avistamos ao longe. Enquanto lanchávamos, após os tradicionais cumprimentos, pudemos ver uma enorme composição passando bem abaixo de nós. Retornamos pelo mesmo caminho e, ao passar para dar baixa na entrada do Parque, aproveitamos para parabenizar a organização deles e para deixar os contatos da Unicerj. Antes de retornar a Curitiba, almoçamos um excelente barreado em Morretes.

Como se não bastassem as caminhadas, passeio de trem e ótimas conversas, ainda aproveitamos a noite de sábado e o domingo para passear pela cidade, comer, beber, fazer compras... e retornamos ao Rio de Janeiro com a sensação de uma atividade completa!

Bonolo


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